Le Jardin de Monsieur Li By Hermès

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Não sei se acontece o mesmo convosco, mas quando saio de casa sem perfume, sinto-me insegura, falta-me qualquer coisa e, nestes casos, sempre que posso, paro na 1ª perfumaria e peço para usar um tester, explicando o que se passou, sempre com aquela sensação de que as senhoras me devem achar louca ou uma grande descarada que em vez de comprar perfume usa os da perfumaria. Bom, pouco interessa. Consigo sobreviver melhor a um dia sem maquilhagem, do que a um dia sem perfume.

Não tenho o hábito de ter uma colecção de perfumes, uns para umas ocasiões outros para outras. Normalmente uso sempre o mesmo. NA primavera-verão deixo o perfume para a noite e uso uma água de colónia fresca que ponho de manhã da cabeça aos pés e que vou aplicando ao longo do dia. As minhas escolhas caem sempre sobre perfumes com com personalidade, raramente compro os últimos lançamentos das maisons para cada estação.

Um dia destes desfolhando a Edit Mag, li uma entrevista a Christine Nagel – perfumista da Hermès que assina o Galop d’Hermès e que diz que para escolher um perfume, “Tem que confiar no seu instinto, ignorar as tendências, imagens, musas (que nunca dão nenhuma indicação relevante sobre o essencial, perfume) Além disso, o tempo parece ser um elemento essencial. Hora de usar, tempo de viver, tempo de sentir. As fragrâncias fazem sentir emoções, memórias, desejos, porque é pessoal e emocional. Algumas fazem-nos sentir sedutoras outras protegidas. cada pessoa irá encontrar resposta à sua necessidade.” Edit Mag #54 Outubro 2016

Na verdade tudo o que desperta a nossa identidade não pode ser engolido pelo marketing, nem submergido na multidão.

Estou a usar Le Jardin de Monsieur Li da Hermès, que pretende levar-nos pelo olfato a um jardim chinês com notas de Kumquat, Jasmim e Hortelã. Muito bom!

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